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Cuidados com plantas

Qual terra usar em cada planta: o guia sem enrolação

Terra errada é a causa invisível de metade dos problemas. Aprenda três misturas que cobrem praticamente todas as plantas de casa.

Por Lidiane 3 min de leitura Piracicaba e região

Ninguém compra planta pensando em terra. Compra pensando na folha, na flor, no vaso. Mas a terra é o equivalente à casa e à comida da planta ao mesmo tempo — e terra errada estraga tudo o que você faz certo depois.

A boa notícia: você não precisa de dez tipos de substrato. Com três misturas simples, feitas com o que se acha em qualquer loja de jardinagem, você atende praticamente tudo o que vive dentro de casa.

Mistura 1 — plantas de folhagem (a maioria)

Serve para jiboia, costela-de-adão, pacová, filodendro, peperômia, maranta, espada-de-são-jorge e afins. A receita: três partes de terra vegetal, uma parte de perlita ou areia grossa lavada e uma parte de húmus de minhoca.

O resultado é uma terra que segura umidade sem virar barro e que já vem com nutriente suficiente para os primeiros meses. Se quiser turbinar, acrescente um punhado de casca de arroz carbonizada, que melhora muito a aeração.

Mistura 2 — suculentas e cactos

A prioridade aqui é secar rápido. Duas partes de areia grossa de construção lavada, uma parte de terra vegetal e uma parte de pedrisco fino ou perlita. Se a mistura ficar compacta na mão depois de úmida, tem areia de menos.

Não use areia de praia (o sal prejudica) nem areia fina de reboco, que compacta como cimento. Areia grossa, aquela de granulação visível, é o que funciona.

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Mistura 3 — orquídeas e plantas epífitas

Orquídea não vive em terra. Na natureza, agarra-se a troncos e recebe água da chuva que escorre. O substrato precisa reproduzir isso: casca de pínus de granulação média, um pouco de carvão vegetal e esfagno em pequena quantidade.

Esse substrato se decompõe com o tempo. Quando a casca começar a virar farelo, entre um ano e meio e dois anos, troque — casca degradada retém água demais e apodrece a raiz.

Sinais de que a terra está no fim

Água que empoça na superfície e demora a descer indica terra compactada. Água que atravessa em segundos e sai pelos lados sem molhar nada indica terra ressecada e encolhida, que criou um vão entre a raiz e a parede do vaso.

Crosta branca na superfície é acúmulo de sais de adubo e água dura. Raspe o topo, troque por terra nova e, uma vez a cada três meses, regue com bastante água para lavar o excesso de sal pelo furo de baixo.

O erro que mais vejo

Pegar terra do quintal e usar direto no vaso. Terra de chão tem estrutura completamente diferente: no vaso ela compacta, vira barro duro, sufoca a raiz e ainda traz fungo, larva e semente de mato. Se for usar, misture com areia e húmus.

Perguntas que sempre me fazem

Preciso trocar a terra todo ano?
Não. A cada dois anos para a maioria, ou quando a planta ficar grande demais para o vaso. No intervalo, basta repor o topo: raspe dois dedos de terra velha e complete com húmus.
Posso reaproveitar a terra de uma planta que morreu?
Só se a morte não foi por fungo ou praga. Peneire, tire raízes velhas, misture com húmus novo e deixe secar ao sol por dois dias antes de reutilizar.
Terra vegetal pronta de saco serve sozinha?
Serve, mas rende muito mais e drena muito melhor se você acrescentar perlita ou areia. Sozinha, ela tende a compactar depois de alguns meses de rega.

Da dica para o presente

Um presente que já chega plantado do jeito certo

Toda planta que sai daqui vai no substrato adequado à espécie. Quem recebe não precisa comprar nada, nem replantar — só cuidar.

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