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Cuidados com plantas

Jiboia: a planta que perdoa quase tudo (e como fazê-la ficar exuberante)

É a planta certa para quem acha que mata tudo. Mas há três ajustes que separam uma jiboia sobrevivente de uma jiboia deslumbrante.

Por Lidiane 3 min de leitura Piracicaba e região

Quando alguém me diz “eu mato tudo”, eu entrego uma jiboia. Ela aguenta pouca luz, aguenta esquecimento de rega, aguenta ar-condicionado e ainda se propaga só colocando um pedaço na água. É a planta mais generosa que existe.

Só que a maioria das jiboias que vejo por aí está apenas sobrevivendo: ramos compridos e pelados, com folhas pequenas e espaçadas. Com três ajustes, a mesma planta vira aquele cascatão cheio que todo mundo quer.

Luz: aguenta sombra, mas quer claridade

A jiboia sobrevive num corredor escuro, mas ali ela produz folha pequena e perde a variegação — as manchas amarelas ou brancas somem e a folha fica toda verde. Isso acontece porque, sem luz, ela abandona as partes da folha que não fazem fotossíntese.

Coloque-a onde receba luz clara indireta, a um ou dois metros de uma janela. Em poucos meses a folha nova já sai maior e com o desenho de volta. Sol direto forte, no entanto, desbota e queima.

Rega: menos do que você imagina

A jiboia prefere secar entre uma rega e outra. Espere a terra ficar seca a uns três centímetros e então regue até escorrer. Em ambiente comum de casa, isso costuma dar de uma a duas vezes por semana no verão e a cada dez dias no inverno.

Ela avisa quando está com sede: as folhas ficam levemente moles e a haste perde firmeza. Depois de uma rega, recupera em poucas horas. Já folha amarela e mole, com terra úmida, é o sinal oposto — água demais.

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O segredo do volume: podar

Jiboia com ramo longo e pelado precisa de poda, não de adubo. Corte o ramo logo abaixo de um nó (aquele pontinho de onde sai a raiz aérea). A planta responde brotando dois novos ramos a partir do ponto do corte — é assim que ela encorpa.

E não jogue fora o que você cortou. Ponha o pedaço num copo com água, com pelo menos um nó submerso, troque a água a cada três dias, e em duas a três semanas ele cria raiz. Plante de volta no mesmo vaso para deixá-lo mais cheio.

Vaso, suporte e crescimento

Se você quer cascata, mantenha em vaso suspenso ou em cima de um móvel alto. Se quer folha grande, dê a ela um tutor de musgo ou uma estaca para subir: jiboia é trepadeira e, quando escala, produz folhas visivelmente maiores.

Replante a cada dois anos, para um vaso apenas dois a três centímetros maior. Vaso muito grande de uma vez retém água demais e favorece o apodrecimento da raiz.

O erro que mais vejo

Deixar o ramo comprido e pelado crescendo, na esperança de que “encha depois”. Ele não enche. Folha não brota de volta em nó velho e pelado — o volume só vem com poda. Cortar dói, mas é o que transforma a planta.

Perguntas que sempre me fazem

Jiboia é tóxica para cachorro e gato?
Sim, contém cristais que irritam boca e garganta se mastigados. Não costuma ser grave, mas o ideal é manter fora do alcance de pets curiosos e crianças pequenas.
Posso deixar a jiboia só na água, para sempre?
Pode e fica linda. Só troque a água a cada três a cinco dias e adicione uma gota de fertilizante líquido por mês. Ela cresce mais devagar que na terra, mas vive muito bem assim.
As folhas estão com pontas marrons e secas.
Geralmente é ar muito seco ou acúmulo de sal da água e do adubo. Regue com bastante água uma vez para lavar o excesso e afaste de saída de ar-condicionado.

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