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Cuidados com plantas

Adubo: quando, quanto e qual usar sem queimar a sua planta

Adubo não é remédio para planta doente. É comida para planta saudável — e dar comida a quem está doente costuma piorar tudo.

Por Lidiane 3 min de leitura Piracicaba e região

Existe uma sequência que se repete: a planta fica feia, a pessoa compra adubo, aplica, e em uma semana a planta piora. Isso acontece porque adubo não corrige problema de rega, de luz ou de praga — ele só acrescenta sal a uma raiz que já está sofrendo.

Adubo é para planta que está bem e precisa de material para crescer. Entender essa diferença resolve a maioria dos erros de nutrição.

O que significam os três números

NPK são nitrogênio, fósforo e potássio, nessa ordem. Nitrogênio faz folha e caule. Fósforo faz raiz e flor. Potássio dá resistência geral e qualidade de fruto e flor.

Na prática: planta de folhagem pede o primeiro número maior (10-10-10 equilibrado, ou algo como 20-05-20). Planta de flor pede o do meio maior (04-14-08). Um adubo equilibrado atende bem quase tudo se você não quiser complicar.

Quando adubar (e quando não)

Adube na primavera e no verão, quando a planta está em crescimento ativo, a cada quinze a trinta dias. No outono e no inverno, reduza pela metade ou suspenda: planta em repouso não consome nutriente e o excesso se acumula.

Não adube: planta recém-comprada (dois meses de espera), planta recém-replantada (um mês), planta doente, planta com terra seca e planta que acabou de perder muitas folhas.

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Como aplicar sem queimar

Regra de ouro: sempre dilua para metade da dose indicada na embalagem. Os fabricantes calculam para produção comercial em estufa; planta de casa, em vaso, com luz menor, precisa de bem menos.

Regue com água limpa antes de adubar. Adubo em terra seca concentra sal junto à raiz e provoca queimadura — a folha fica com borda marrom e seca em poucos dias.

Orgânico versus químico

Húmus de minhoca, torta de mamona e farinha de osso liberam nutriente devagar e melhoram a estrutura da terra. São mais seguros e difíceis de exagerar. A desvantagem é a ação lenta e, no caso da farinha de osso, o cheiro que atrai cachorro.

Adubo líquido químico age rápido e é fácil de dosar, mas queima com facilidade se você exagerar. Uma boa combinação: repor húmus no topo do vaso a cada três meses e usar líquido diluído durante o crescimento.

O erro que mais vejo

Dobrar a dose porque “a planta está fraquinha e precisa de mais”. É o caminho mais rápido para queimar a raiz. Se a planta está fraca, o problema quase nunca é falta de adubo — é luz, rega ou raiz comprometida.

Perguntas que sempre me fazem

Borra de café serve como adubo?
Em pequena quantidade e bem misturada à terra, contribui com nitrogênio. Em camada grossa sobre a superfície, ela compacta, cria mofo e atrapalha a drenagem. Use com moderação.
Casca de banana e de ovo funcionam?
Funcionam, mas lentamente e em quantidade pequena. Precisam ser trituradas e incorporadas. São complemento, não substituto de uma adubação regular.
Como sei que exagerei no adubo?
Crosta esbranquiçada na superfície da terra, borda das folhas marrom e seca e folha nova deformada. Nesse caso, regue com bastante água três vezes seguidas para lavar o excesso pelo furo e suspenda o adubo por dois meses.

Da dica para o presente

Plantas prontas, no ponto certo de nutrição

Tudo o que sai daqui vai em substrato novo e adubado na medida. Quem recebe não precisa comprar nada nos primeiros meses — só regar do jeito certo.

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